O mar, o mercado do peixe, os pescadores, o leilão. A abertura da época da sardinha poderia resumir-se nestas quatro palavras, mas, na verdade, vai muito para além disso. Significa tradição, compromisso, alegria! Todos os anos, no início de junho, este ritual é revivido, trazendo imenso orgulho e alegria à família Pinhais. Contaremos tudo sobre cada etapa deste processo especial neste artigo. Continue a ler.
O mercado do peixe de Matosinhos
No mercado do peixe de Matosinhos, a arte da pesca é celebrada diariamente. O mar, os pescadores, toda a agitação de cada dia e noite, o cheiro a peixe fresco… Neste lugar mágico sente-se verdadeiramente o amor pelo mar e a tradição secular de Portugal.
O mercado de peixe de Matosinhos fica a cerca de 1 km de Pinhais e funciona como uma verdadeira extensão da nossa fábrica. Esta forte ligação com o mercado de peixe remonta a muitos anos atrás, quando o neto do fundador António Pinhal teve o seu primeiro emprego como comprador de sardinhas no mercado, selecionando as melhores sardinhas, uma triagem crucial para garantir a melhor qualidade do produto.
Existem dois tipos de pesca da sardinha: “acejo” e “alvor”. A primeira expressão refere-se à pesca nocturna e a segunda à pesca nocturna, antes do regresso ao mercado. Antigamente, a forma de verificar o tipo de pesca era atirar a sardinha contra uma tábua de madeira. Se não saltasse, não era uma sardinha adequada para conservas de Pinhais, pois tinha sido pescada há muito tempo. Esta técnica foi ensinada a António Pinhal por Carlos Amorim, um antigo comprador de Pinhais que tinha um lugar cativo no mercado do peixe e era muito acarinhado por todos.
O leilão
Um dos grandes segredos do sabor das nossas conservas começa aqui: selecionar e comprar apenas o peixe mais fresco e de melhor qualidade. Os pescadores saem para o mar à noite e chegam ao mercado de peixe ao raiar do dia. É por isso que, todas as manhãs, bem cedo, duas das nossas experientes funcionárias aguardam a chegada dos barcos – o leilão está prestes a começar! A Dona Emília e a Dona Paulo aprenderam, com o tempo e a experiência dos compradores de outrora, a arte de escolher as melhores sardinhas. Durante o leilão, Pinhais tem sempre o cuidado de pagar ao pescador um preço justo, nunca deixando o preço baixar ao ponto de impossibilitar o regresso dos barcos ao mar.
Método tradicional desde 1920
Após a seleção e compra, os cestos de sardinha são rapidamente transportados de volta para a fábrica da Pinhais para que a nossa equipa possa começar a cortar o peixe o mais cedo possível. Este é um momento de verdadeira celebração; cada vez que chegam sardinhas frescas, são motivo de orgulho e alegria para todos. Tudo o que conseguimos produzir durante a época da sardinha é o que teremos para vender ao longo do ano. As conservas são deixadas a maturar nos nossos armazéns e não são vendidas imediatamente após o enlatamento.
A frescura do peixe, as nossas receitas caseiras e secretas aperfeiçoadas ao longo de gerações, os pequenos detalhes conhecidos apenas pelos nossos trabalhadores após décadas a lidar com sardinhas, fazem de todo este processo um ritual de pura magia. Desde a captura do peixe ao seu corte, passando pela sua colocação nas latas e pelo embrulho manual, esta é uma tradição verdadeiramente única que transporta o amor e a dedicação da nossa família.